Assessoria do sen. Ataídes comenta notícia

Bom dia sr.

Representamos aqui a assessoria de comunicação do senador Ataídes Oliveira, e gostaríamos que o senhor entrasse em contato conosco para que pudessemos lhe passar mais dados atualizados sobre o conteúdo em questão divulgado pelo seu blog. Entretanto, salvo melhor juízo, no nosso entendimento o conteúdo das gravações (irrefutável e de grande relevância), não coaduna com o prefácio da notícia escrito pelo senhor. Para tanto, nos disponibilizamos totalmente no sentido de poder contribuir com seu o trabalho de informar a sociedade sobre a verdade dos fatos.

Para melhor esclarecimento do colega jornalista, enviamos uma nota com a opinião do senador Ataídes.

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CPMI CACHOEIRA:
Que a verdade venha à tona e que o Brasil se moralize.

O nosso País está atolado num “mar de lama”. Onde a regra virou exceção. O trigo está no joio e não o joio no trigo. Ética e moral são palavras obsoletas. Saber mentir, hoje é qualidade. Estamos vivenciando uma verdadeira inversão de valores, chegando ao cúmulo de serem reverenciados e invejados os ditos espertos. Que, na verdade, nada mais são que criminosos dilapidando o bem público.

Os nossos políticos são eleitos pra representar o povo, mas, na verdade, representam seus próprios interesses (com raríssimas exceções). A coisa publica se tornou alvo de verdadeiras pilhagens. É uma mazela total.

A corrupção, tornou-se um câncer em estado de metástase, pois se espalhou pelos quatro cantos deste país. Onde há coisa pública, há corruptores e corruptos. Vai desde milhões desviados de obras públicas ao analgésico de hospitais. Assim, nossos gestores públicos nunca terão dinheiro suficiente para a saúde, educação, segurança, saneamento básico, etc.

A mãe desta corrupção tem nome: chama-se impunidade. As causas desta impunidade são diversas. Mas, quero mencionar somente duas. A primeira são nossas leis frouxas. A segunda, devemos ao nosso poder judiciário. Visto pela notável corregedora de justiça nacional, Dra. Eliana Calmon, que declarou em rede nacional que “existem bandidos de toga”. Como ela, concordo que não se trata da totalidade do Judiciário, mas que causam um estrago enorme espalhando a sensação de impunidade.

O Povo Brasileiro é um povo honesto, trabalhador e não merece passar por isso. Mas em uma população, não só a brasileira, pois é inerente ao ser humano, 20% não se corromperiam por princípios éticos e morais de seu caráter. Os demais 80% não o fariam por medo da punição. Assim, enquanto prevalecer a impunidade no Brasil, reinará a soberana corrupção neste País.

Mas, apesar de tudo, sou otimista e acredito como milhares de brasileiros que o Brasil um dia será administrado e representado por pessoas sérias e comprometidas com o seu povo, porque o Brasil é gigante pela própria natureza.

Quanto a CPMI do Cachoeira, recém instalada no Congresso Nacional, eu não acredito no resultado que todos nós estamos esperando. Afirmo isto porque não acredito no nosso parlamento. Estive lá por quatro meses, como senador da República, e vi de perto que há muitos interesses pessoais. Vejam o caso da CPI do Mensalão, dos Correios e tantas outras até hoje sem punição aos envolvidos. Mas, uma coisa acredito que acontecerá: esta CPMI irá, por força de circunstâncias alheias aos interesses pessoais de alguns de seus membros, dar nomes aos bois. E, dessa forma, irá mostrar os verdadeiros culpados. Aí sim, a condenação virá nos resultados das próximas eleições, ou seja, o julgamento será feito pelo nosso povo.

Explanado este meu ponto de vista sobre a corrupção e a impunidade no nosso País, sinto-me na obrigação de explicar ao nosso eleitor a minha relação de amizade com o sr. Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos. Vivemos a juventude na mesma cidade de Anápolis-GO. Na década de 80, ainda garotos, jogávamos futebol juntos. Até então eu era advogado e contador e, em 1989, iniciei minha primeira empresa. Por força das circunstâncias, afastei-me dos amigos, dentre eles o Carlinhos. Em 2009 adquiri um apartamento em Goiânia, onde morava o Carlinhos, que se mudou do prédio a alguns meses atrás, pelo fato de ter se divorciado. Portanto, passei mais de vinte anos sem contato algum com o Carlinhos, vindo a reencontrá-lo somente agora em 2009.

Quero ressaltar que o Carlinhos, que reencontrei depois de tantos anos, era para mim um empresário competente e bem sucedido, cercado de bons amigos. Como nosso relacionamento é estritamente de amizade, após vinte anos de afastamento, fiquei surpreso com o noticiário nacional. A Imprensa tem mencionado meu nome como amigo do Cachoeira, o que é verdade. Mas nunca tive negócio algum com Carlinhos. Tanto que, voltando a repetir, a Imprensa em nenhum momento tratou de relação de negócios só de amizade.

Também quero ressaltar que no final do ano de 2009, procurei o governador Siqueira Campos, o qual eu ainda não conhecia pessoalmente, até porque tinha uma verdadeira aversão a políticos. Meu intuito era, tão somente, ajudá-lo a voltar ao Governo do Estado para que pudesse tomar conta do povo tão sofrido do Tocantins. Povo este do qual faço parte, lugar este onde vivi toda minha sofrida infância. Mas a pedidos, acabei como primeiro suplente do senador João Ribeiro, pois acreditei que seria uma missão de Deus em minha vida.

Sou um empresário do ramo da construção civil (construo prédios residenciais e comerciais), concessionários Honda e outras atividades. Tendo como sócios somente meus dois filhos. Sem nunca ter participado de nenhuma licitação pública, trabalhando única e exclusivamente no ramo privado. Portanto, quero esclarecer que mesmo pelo fato de ter ajudado o governador Siqueira a voltar ao governo, não tenho um cargo público, muito menos qualquer indicação de alguém para participar do Governo do Tocantins. Como dito antes, não sou empreiteiro, não tenho negócios com o Estado e nunca recebi um centavo de dinheiro público em toda minha vida (com exceção de quando fui funcionário concursado do INAMPS em Anápolis-GO). Até mesmo meu salário de senador, que recebi por quatro meses no exercício do mandato, repassei totalmente para as APAEs de Gurupi, Araguaína e para a Fazenda Esperança (recuperação de usuários de drogas) em Palmas.

Deus foi e é maravilhoso comigo. Não preciso de dinheiro público, fama nem muito menos de poder. Só tenho um interesse como político: Ajudar ao meu próximo. Se for da vontade de Deus, que eu permaneça na política. O tempo mostrará.

Finalmente, quero agradecer o nosso quarto poder de fato neste País, que é a imprensa. Sem ela não sei como estaríamos hoje. E parabenizo o belíssimo e extraordinário trabalho desenvolvido pela Polícia Federal e pelos procuradores, que realizaram a operação denominada Monte Carlo. Pois, mesmo não acreditando na condenação penal dos culpados, ainda espero que o estupro do dinheiro do povo, não fique impune.

Conclamo toda a sociedade, especialmente os jovens, a se mobilizarem contra a corrupção e a impunidade. E, que cobrem mais de nossos políticos, seriedade, honestidade e competência no desempenho de suas funções. É o mínimo que esperamos de todos eles.

Obrigado.

Ataídes de Oliveira.

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A notícia sobre o senador ter sido interceptado pela Polícia Federal em conversas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira não foi mostrada no blog de forma inédita. O senador já havia lançado essa nota, mas o blog informa diversos aspectos novos dos quais o senador não tinha conhecimento e que estão nos arquivos da Operação Monte Carlo.

O esclarecimento do senador não é suficiente diante das revelações feitas no blog porque apresentamos a notícia de forma mais abrangente. O senador precisa explicar quem é o Paulinho, citado nas conversas, que tipo de negócio foi proposto por Carlinhos Cachoeira e se ele aceitou ou recusou a oferta.

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Quem é o repórter “Maguinho” ?

Nas escutas da Operação Monte Carlo aparece um jornalista, provavelmente do Rio de Janeiro, que ajuda o grupo constantemente e têm Carlinhos Cachoeira como amigo.

Trata-se do “Maguinho”. O blog suspeita que “Maguinho” talvez seja o também misterioso “repórter do G”. Mas talvez sejam dois jornalistas diferentes com envolvimento parecido com o grupo de Cachoeira.

Em uma das conversas, Carlinhos diz que “Maguinho” conseguiu os dados da Operação Furacão – A ação penal que investiga a participação de integrantes do Judiciário no esquema de venda de sentenças a integrantes do jogo do bicho que está paralisada – através do deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT-MG).

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Requião e Protógenes, dupla dinâmica

Com esse debate sobre os cargos na CPMI do Cachoeira, o blog resolveu dar uma sugestão que considera muito acertada neste momento.

Presidente: Roberto Requião (PMDB). O senador estaria incluído por ser o homem certo do PMDB para o cargo. Requião fechou a Selopar – loteria paranaense – e por isso recebeu o carinhoso apelido de “filho da puta” pelo mafioso argentino Roberto Coppola, como mostra a Operação Monte Carlo.

O argentino era responsável pela Larami Diversões e Entretenimento Ltda que tinha bons contratos com a loteria paranaense. Coppola ficou tranquilo com a eleição de Beto Richa e já preparava o retorno da loteria.

Relator: Protógenes Queiroz (PC do B). Autor do requerimento para criação da CPMI, o delegado é famoso por investigar casos envolvendo grandes mafiosos e foi traído pelo ex-colega de trabalho, o araponga Dadá, que trabalha pra Carlos Cachoeira, e deve estar com sangue nos olhos!

O blog pergunta para os leitores se têm outras sugestões, ainda que não sejam lidas ou ouvidas pelos parlamentares.

A seriedade do caso envolvendo o mafioso

http://tv.estadao.com.br/videos,RECUSA-DE-MINISTRA-MOSTRA-EXTENSAO-DA-REDE-DE-CACHOEIRA,166336,260,0.htm

Rossine aparece na campanha de Marconi Perillo

http://correiodobrasil.com.br/cachoeira-aparece-como-um-dos-principais-doadores-para-campanha-de-marconi-perillo/427985

O empresário Rossine Aires Guimarães, suspeito de integrar a quadrilha do bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, fez doações em valores equivalentes a R$ 4,3 milhões nas eleições de 2010, na qual foi eleito o governador Marconi Perillo. Segundo informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rossine aparece como doador para os tucanos, na lista de suspeitos da Operação Monte Carlo, que flagrou conversas secretas entre o contraventor e parlamentares do DEM, entre eles o então líder do partido, senador Demóstenes Torres. Do total doado, R$ 800 mil foram para o comitê financeiro da campanha do PSDB em Goiás e mais de R$ 3 milhões para os comitês do PSDB, DEM e PMDB, no Tocantins.

Proprietário da Construtora Rio Tocantins (CRT), com 82% das cotas acionárias, Rossine também autoriza doações pela empresa no valor de R$ 712 mil para o comitê financeiro do PMDB no Tocantins e para as campanhas de um senador e um deputado federal do PMDB tocantinense. Para a campanha de Perillo, o suspeito de integrar o crime organizado doou ao PSDB goiano o valor de R$ 500 mil em 26 de outubro de 2010, antes do segundo turno disputado entre o atual governador Marconi Perillo (PSDB) e o candidato derrotado Iris Rezende (PMDB). O R$ 300 mil restantes foi para a conta corrente do partido em 17 de novembro do mesmo ano, logo após a vitória do atual mandatário goianense.

Para os políticos do Tocantins, as doações ocorreram nas eleições disputadas pelo atual governador Siqueira Campos, também do PSDB e por Carlos Gaguim (PMDB), que buscava a reeleição. Rossine ainda é sócio de Gaguim na BPR Empreendimentos Imobiliários, empresa criada em abril de 2010.

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Isso já deveria ser do conhecimento, até mesmo, do mundo mineral. Não sei se a nossa mídia anda lenta ou se é a “estratégia de sangramento lento e constante”.

Por quê escondem Sarney Filho e Francisco Vuolo?

O blog pergunta aos leitores que por aqui passarem o motivo de toda a mídia ignorar dois políticos importantes envolvidos com Cachoeira.

O caso e a midia brasileira

Eu estou ruborizado  e decepcionado, como nunca estive antes, pela mídia brasileira!

É uma vergonha, uma safadeza inacreditável! Eles têm as informações nas mãos, mas escondem para proteger aliados ou chantagear os desafetos.

Por isso o blogueiro considera que está sozinho nesse objetivo, que é divulgar com rapidez e clareza os principais fatos a respeito da Operação Monte Carlo, que pegou o “rei do crime” do estado de Goiás.

Há uma multidão comentando do terreno da fazenda Gama, hoje o superintendente do IBAMA foi afastado devido a repercussão do caso pela Folha de São Pualo. Mas como todos que entrarem nesse site podem ver não é possível ver o envolvimento do superintendente do IBAMA sem ver o envolvimento direto de assessores de Sarney Filho.

A nojenta revista Veja fez muito pior. Divulgou gravações de vozes no seu site cuidadosamente escolhidas pra não envolver Sarney Filho e tentar ligar o caso ao governador petista, quando os intermediadores são outros.

O repugnante site de notícias 247 parece querer chantagear os envolvidos.  Falam da fazenda Gama e da fazenda em Varzea Grande sem citar nomes. E aproveita a situação pra espalhar rumores e lançar suspeitas indevidas. Nojo! Nojo!

E pra quem pensa que a blogosfera progressiva vai repercutir os casos, desanimem. Estava no Nassif todo o material daquele post sobre a fazenda em Várzea Grande – com toda a documentação sobre o secretário mato grossense – e não publicou no seu blog, nem mesmo escondido entre outros casos de menor relevância. Outros blogueiros famosos nem mesmo tomaram conhecimento deste blog ou apagam referências dele em seus sites.

É por isso que este blog que representa o interesse legítimo do cidadão de conhecer a verdade na real dimensão que ela merece ser tratada e com a maior agilidade possível  admite que não tem qualquer apoio e que foi suspenso do Twitter simplesmente por dizer a verdade.

É lamentável. É vergonho. É chocante e nojento!